domingo, 23 de maio de 2010

ALGUMAS MÚSICAS DE FESTA JUNINA

BALÃOZINHO



Venha cá, meu balãozinho.

Diga aonde você vai.

Vou subindo, vou pra longe, vou pra casa dos meus pais.



Ah, ah, ah, mas que bobagem.

Nunca vi balão ter pai.

Fique quieto neste canto, e daí você não sai.



Toda mata pega fogo.

Passarinhos vão morrer.

Se cair em nossas matas, o que pode acontecer.

Já estou arrependido.

Quanto mal faz um balão.

Ficarei bem quietinho, amarrado num cordão.






SONHO DE PAPEL

autor: Carlos Braga e Alberto Ribeiro



O balão vai subindo, vem caindo a garoa.

O céu é tão lindo e a noite é tão boa.

São João, São João!

Acende a fogueira no meu coração.



Sonho de papel a girar na escuridão

soltei em seu louvor no sonho multicor.

Oh! Meu São João.



Meu balão azul foi subindo devagar

O vento que soprou meu sonho carregou.

Nem vai mais voltar.


CAI, CAI, BALÃO


Cai, cai, balão.

Cai, cai, balão.

Aqui na minha mão.

Não vou lá, não vou lá, não vou lá.

Tenho medo de apanhar.




PULA A FOGUEIRA

autor: João B. Filho



Pula a fogueira Iaiá,

pula a fogueira Ioiô.

Cuidado para não se queimar.

Olha que a fogueira já queimou o meu amor.



Nesta noite de festança

todos caem na dança

alegrando o coração.

Foguetes, cantos e troca na cidade e na roça

em louvor a São João.



Nesta noite de folguedo

todos brincam sem medo

a soltar seu pistolão.

Morena flor do sertão, quero saber se tu és

dona do meu coração.


FESTA DO INTERIOR


(Moraes Moreira)



Fagulhas, pontas de agulhas

Brilham estrelas de são joão

Babados, xotes e xaxados

Segura as pontas, meu coração

Bombas na guerra, magia

Ninguem matava, ninguem morria

Nas trincheiras da alegria

O que explodia era o amor

Nas trincheiras da alegria

O que explodia era o amor



Ardia, aquela fogueira

Que me esquentava a vida inteira

Eterna noite, sempre a primeira

Festa do interior

Ardia, aquela fogueira

Que me esquentava a vida inteira

Eterna noite, sempre a primeira

Festa do interior

 
É NOITE DE SÃO JOÃO
 
(Indisponível)



Tem, tem, tem pipoca

tem

Tem animação

Tem pé-de-moleque,

paçoquinha, pinhão

É noite de São João



A fogueira tá queimando

Vamos pular e dançar

Quando a sanfona tocar

Quero ver cada um

pegando seu par



Toca, toca sanfoneiro

Toca, toca sem parar

O "arraiá" tá enfeitado

Minha gente vamos lá



Toca, toca sanfoneiro

Toca, toca sem parar

Não quero ninguém parado

balanceio, vamos lá

FESTA JUNINA...

Origem da Festa Junina


Existem duas explicações para o termo festa junina. A primeira explica que surgiu em função das festividades ocorrem durante o mês de junho. Outra versão diz que está festa tem origem em países católicos da Europa e, portanto, seriam em homenagem a São João. No princípio, a festa era chamada de Joanina.
De acordo com historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses, ainda durante o período colonial (época em que o Brasil foi colonizado e governado por Portugal).

Nesta época, havia uma grande influência de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e franceses. Da França veio a dança marcada, característica típica das danças nobres e que, no Brasil, influenciou muito as típicas quadrilhas. Já a tradição de soltar fogos de artifício veio da China, região de onde teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação de fogos. Da península Ibérica teria vindo a dança de fitas, muito comum em Portugal e na Espanha.

Todos estes elementos culturais foram, com o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais dos brasileiros (indígenas, afro-brasileiros e imigrantes europeus) nas diversas regiões do país, tomando características particulares em cada uma delas.

Festas Juninas no Nordeste

Embora sejam comemoradas nos quatro cantos do Brasil, na região Nordeste as festas ganham uma grande expressão. O mês de junho é o momento de se fazer homenagens aos três santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio. Como é uma região onde a seca é um problema grave, os nordestinos aproveitam as festividades para agradecer as chuvas raras na região, que servem para manter a agricultura.

Além de alegrar o povo da região, as festas representam um importante momento econômico, pois muitos turistas visitam cidades nordestinas para acompanhar os festejos. Hotéis, comércios e clubes aumentam os lucros e geram empregos nestas cidades. Embora a maioria dos visitantes seja de brasileiros, é cada vez mais comum encontrarmos turistas europeus, asiáticos e norte-americanos que chegam ao Brasil para acompanhar de perto estas festas.

Comidas típicas
Como o mês de junho é a época da colheita do milho, grande parte dos doces, bolos e salgados, relacionados às festividades, são feitos deste alimento. Pamonha, cural, milho cozido, canjica, cuzcuz, pipoca, bolo de milho são apenas alguns exemplos.

Além das receitas com milho, também fazem parte do cardápio desta época: arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, bombocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata doce e muito mais.

Tradições

As tradições fazem parte das comemorações. O mês de junho é marcado pelas fogueiras, que servem como centro para a famosa dança de quadrilhas. Os balões também compõem este cenário, embora cada vez mais raros em função das leis que proíbem esta prática, em função dos riscos de incêndio que representam.

No Nordeste, ainda é muito comum a formação dos grupos festeiros. Estes grupos ficam andando e cantando pelas ruas das cidades. Vão passando pelas casas, onde os moradores deixam nas janelas e portas uma grande quantidade de comidas e bebidas para serem degustadas pelos festeiros.
Já na região Sudeste são tradicionais a realização de quermesses. Estas festas populares são realizadas por igrejas, colégios, sindicatos e empresas. Possuem barraquinhas com comidas típicas e jogos para animar os visitantes. A dança da quadrilha, geralmente ocorre durante toda a quermesse.
Como Santo Antônio é considerado o santo casamenteiro, são comuns as simpatias para mulheres solteiras que querem se casar. No dia 13 de junho, as igrejas católicas distribuem o “pãozinho de Santo Antônio”. Diz a tradição que o pão bento deve ser colocado junto aos outros mantimentos da casa, para que nunca ocorra a falta. As mulheres que querem se casar, diz a tradição, devem comer deste pão.

FONTE: http://www.suapesquisa.com/musicacultura/historia_festa_junina.htm